Tal como o Campeonato de Escolas, e por via disso, este blogue termina aqui.
Tudo o que dele subsistirá permanece como figuração de museu.
Apenas resta formular as duas frases habituais obrigatórias nestas circunstâncias:
- FOI UM PRAZER!
- ATÉ SEMPRE!!!
CANDAL
Cláudio, o ponta-de-lança
Uma equipa como a do Candal, compacta, desbordante, mecânica, com um futebol total, só pode ser constituída por excelentes executantes.
Com notoriedade, ainda assim, para os centrais, os médios e os pontas-de-lança.
E sendo, mesmo assim, possível o destaque maior para o central n.º 4 (Zé?), e, sobretudo, para Cláudio, um ponta-de-lança soberbo, de elevadas qualidades técnicas, alto sentido de oportunidade e grande capacidade concretizadora.
VARZIM
Carlos Diegues, o armador
Equipa de grandes jogadores, o Varzim, onde sobressaem o central n.º 3 (Giesteira?) e todo o meio-campo (n.ºs 6, 7 e 10).
Mas é possível destacar o n.º 6 (Tiago), provavelmente o melhor médio defensivo presente na fase final. E, sobretudo, destacar Carlos Diegues, um dos 3 jogadores de futebol mais adulto deste grupo de apuramento do campeão: esquerdino excelente, sempre com os olhos na equipa, que se desdobra a propósito pelo centro, pela direita e vai à frente e faz golos.
AMARANTE
Diogo, o organizador
Equipa sobretudo interessada no espectáculo, com um futebol colectivo pujante, o Amarante, com muitos e bons destaques.
Entre eles, o central n.º 5 (Pinho?), o defesa esquerdo (n.º 3 – Queirós?), os avançados Pedro e Pinto que mesmo assim estiveram aquém do que a primeira fase prometeu.
Mas o grande destaque vai para Diogo, um médio que é um monumento de futebol, outro jogador já “sénior”, com uma qualidade técnica anormal e pelo qual passa toda a organização de jogo da equipa. Provavelmente, o melhor jogador deste torneio.
PEDROUÇOS
Dinis, o “Liesson”
Numa equipa que é um bloco pouco consistente, com muita qualidade e muitas deficiências, destaque para dois jogadores.
O n.º 3 (Hugo?), um dos 3 jogadores com futebol adulto, um trinco impecável, sempre a desbobrar-se atrás da defesa e a toda largura, com uma cultura táctica invejável.
E principalmente Dinis, o pequenino Dinis, o “Liedson” de Pedrouços, um avançado de extraordinários recursos, muita técnica, muito imprevisto, oportunidade, concretização e uma pouco vista capacidade defensiva na frente de ataque, com um jeito fenomenal para roubar bolas. Sem dúvida, muita semelhança cm o sportinguista Liedson.
ERMESINDE
Dani, o distribuidor
Dispõe de jogadores de excelente nível o Ermesinde. Quase todos.
Por vezes, destaca-se o possante Ruben.
Muitas vezes sobressai Rafael, um avançado muito móvel e goleador.
Mas, em nossa opinião, o grande jogador da equipa, jogador-de-equipa, é Dani. Um médio muito bom, com grande capacidade técnica, grande poder defensivo, brilhante na distribuição de jogo, colocando quase sempre bem a bola, de primeira no colega mais próximo ou em lançamentos profundos no que de desmarca.
GONDOMAR
André, o polivalente
Apesar do péssimo campeonato que realizou na fase final, tendo estado bem melhor a primeira fase, o Gondomar, como sempre, apresentou bons executantes.
De que se destaca, sobremaneira o capitão André, um central muito bom de técnica e marcação, que se desloca mantendo a qualidade, em função das instruções recebidas, para o meio-campo e mesmo para o ataque. Um polivalente de categoria.
Eis uma breve síntese apreciativa das equipas presentes na fase final:
CANDAL – campeão intocável
Campeão a todos os níveis, o Candal resolveu jogar aberto os 2 últimos jogos e encaixou 5 golos.
Por isso, só não é a equipa com menos golos sofridos. Porque, no mais, bateu toda a concorrência: mais pontos, melhor ataque, melhor goal-average, única equipa invicta.
De facto, o Candal foi sempre uma equipa superior. E esteve sempre por cima, excepto no jogo com o Varzim, jogo impecável do Candal, em que teve que dar a volta ao resultado.
A melhor equipa em termos competitivos.
E assim conquistou um título amplamente ambicionado: por um histórico da formação, o Ermesinde; por clubes de estatuto superior, o Amarante; por clubes que já andaram por campeonatos da Liga de Honra, o Gondomar; por clubes históricos e muitas vezes primo-divisionários, o Varzim.
Está de parabéns Hugo e a sua equipa técnica. Trabalho fantástico, sobretudo tendo em conta o valor e a capacidade das equipas do Varzim e do Amarante.
Varzim – a frustração
Quando Porto e Boavista se afastaram do Campeonato de Escolas, sobrou um grande candidato: o Varzim.
A primeira fase confirmou a previsão: com um único empate, o Varzim era campeão de série, dominador e senhorial.
A fase final mostrou uma equipa desgastada, talvez devido à deslocação ao estrangeiro: primeiro jogo pouco convincente frente ao Gondomar e derrota no jogo do título frente ao Candal na segunda jornada. Onde pareceu, além do desgaste, que a equipa não fez tudo o que estava ao seu alcance.
Depois, generosamente, venceu todos os jogos.
Tarde de mais para a equipa que parecia ter melhor plantel. Já só foi possível um frustrante 2.º lugar.
Amarante – sabor a decepção
Apesar de não ter logrado vantagem pontual na primeira fase sobre o Gondomar, a 1.ª jornada mostrou uma equipa do Amarante candidata ao título.
Mas não passou de candidata. Teve de defrontar o Varzim no terreno deste e perdeu pela margem mínima, e não foi capaz de dobrar no jogo imediato um Candal poderoso e moralizado.
Apesar de tudo, e de ter caído no 3.º lugar, parece-nos que foi a equipa com um futebol mais automatizado, e a única a ousar sair a jogar a partir da defesa. Com todos os riscos que tal atitude comporta, e que pagou caro. Mas que trará muitos dividendos no futuro para estes atletas.
Um futebol deslumbrante. A melhor equipa em futebol colectivo.
Pedrouços – a sensação
Vindo de uma série “fraquinha”, onde pareceu sempre que Folgosa e Tirsense eram mais consistentes, o Pedrouços foi a sensação da fase final.
No melhor e no pior.
Com duas goleadas sofridas na primeira e na última jornada.
E com vitórias, tangenciais mas sensacionais, sobre Ermesinde e Gondomar, o que valeu um honroso 4.º lugar atrás dos mais fortes candidatos.
Ermesinde – a vítima
A única equipa a bater o pé ao campeão, o Ermesinde quedou-se no penúltimo lugar.
Sendo, no entanto uma equipa com excelente orientação. 5 excelentes treinadores, só o do Gondomar falhou.
O Ermesinde foi a equipa mais coesa e aguerrida, ao nível do Candal. E só superada em termos colectivos pela excelência do futebol amarantino.
O que falhou então?
Muita coisa. Inadmissível a supremacia do Pedrouços na classificação. Dando a clara sensação de que só agora deveria ter começado a fase final para o Ermesinde.
A equipa foi vítima de diversos factores, nomeadamente:
Um plantel curto;
Uma série pouco competitiva na 1.ª fase;
Um campo sem condições.
Factores de que o clube é o único responsável.
Gondomar – a desilusão
Um único adjectivo para esta equipa, com excelentes executantes, que bateu o pé ao Amarante e superou um super-Lixa na 1.ª fase: desilusão.
E muitos adjectivos: todos negativos.
O mais insistente dos quais: incompreensível.
Não fora o facto de estar tudo já decidido desde a ronda anterior e seria sensação a última jornada.
Desde logo pelo empate do Ermesinde, único da fase final e único imposto ao campeão Candal. Apesar da descompressão dos campeões antecipados, o resultado não deixa de ser significativo.
E depois pela ocorrência de mais duas goleadas, a juntar à da 1.ª jornada, resultados absolutamente anormais numa fase final.
Perante um Varzim já sem pressão, o Pedrouços, por manifesto erro de cálculo, voltou a ser desbaratado. Permitindo um Varzim com tantos golos marcados num só jogo como nos restantes 4 jogos.
Mas foi o Gondomar, equipa já sem moral nenhuma, que bateu o recorde de golos sofridos e matou a fome do Amarante: basta dizer que na primeira fase o Gondomar perdeu sim mas apenas por 1-0.
Assim termina o último e único Campeonato de Escolas de futebol de onze do País. Com honra e sem glória.
RESULTADOS
Gondomar 1-7 Amarante
Candal 2-2 Ermesinde
Varzim 7-2 Pedrouços
CLASSIFICAÇÃO FINAL
| P | J | V | E | D | GM | GS | |||
| 1.º | Candal | 13 | 5 | 4 | 1 | 0 | 19 | 7 | |
| 2.º | Varzim | 12 | 5 | 4 | 0 | 1 | 14 | 6 | |
| 3.º | Amarante | 9 | 5 | 3 | 0 | 2 | 15 | 8 | |
| 4.º | Pedrouços | 6 | 5 | 2 | 1 | 3 | 9 | 18 | |
| 5.º | Ermesinde | 4 | 5 | 1 | 1 | 3 | 5 | 10 | |
| 6.º | Gondomar | 0 | 5 | 0 | 0 | 5 | 3 | 16 |
Vencendo categoricamente o Amarante (5-3), o Candal sagrou-se campeão antecipado, a uma jornada do fim, do Campeonato de Escolas 2009/2010.
Apesar do excelente futebol praticado pelo Amarante, a poderosa equipa do Candal esteve sempre em superioridade e no comando das operações. Tal como em todos os jogos anteriores, em que venceu sempre por margem igual ou superior a 2 golos. A única excepção terá sido a primeira parte do Varzim, em que esta equipa dominou.
Desta forma, o Candal é campeão indiscutido e indiscutível e esta equipa consegue um feito histórico para a formação do clube.
Caso o Pedrouços não consiga, como parece lógico, vencer o Varzim, a classificação já se encontra totalmente definida.
Com o Varzim em segundo, o Amarante a cair para o terceiro lugar, um sensacional 4.º Pedrouços, o Ermesinde num frustrante penúltimo e a grande decepção, o Gondomar, no fundo da tabela.
Foi uma jornada extraordinária, a desta manhã de 10 de Junho, em Ermesinde. Com muita animação, um extraordinário entusiasmo (basta dizer que, apesar de tudo, foram as gentes de Gondomar que mais festejaram), e muita emoção.
Uma jornada que honra a Associação de Futebol do Porto.
Do Candal-Amarante basta dizer que foi um jogo extraordinário e empolgante, porventura o melhor da fase final.
Do Varzim-Ermesinde (3-1) é justo referir que foi um jogo equilibrado, com um jogo muito forte técnica e tacticamente do Varzim.
Mas foi o Ermesinde que fez provavelmente o melhor jogo da época, perante adversário tão forte. Tendo dominado em muitos períodos do jogo. Com uma equipa de raça, coesa e desdobrante, o Ermesinde fez um jogo excelente, tendo sido traído por erros defensivos que se devem a factores aleatórios: a pouca experiência de jogo defensivo da primeira fase do campeonato e a irregularidade do piso do terreno, em estado sofrível. Cremos que, para o Ermesinde, era bom que o campeonato começasse agora.
Quanto ao Pedrouços-Gondomar (3-2), foi também um óptimo jogo e revelou o que se vinha desenhando: um Gondomar irreconhecível, com excelentes jogadores e sem voz de comando, surpreendido pela raça do adversário e pelo seu falso ponta-de-lança, a que só reagiu depois de esta a perder por 0-3. E finalmente fez golos.
O Pedrouços, com o seu treinador no banco, ao contrário do que acontecera na goleada sofrida no Candal, fez um jogo muito táctico, muito pressionante, com um trinco muito adulto, e um quebra-cabeças chamado Dinis, um pequenino que fez um jogo de 90 minutos e 2 golos oportuníssimos.
Se o que está em causa é exclusivamente o apuramento do campeão, a cada jornada que passa o círculo do título vai-se fechando, até conter no final uma única equipa.
Fora desse círculo já está o Gondomar, com uma fase final deprimente: 3 desaires consecutivos, 6 golos sofridos e nem um marcado.
Também já lá estava o Pedrouços. E agora o Ermesinde, ao perder de forma surpreendente com esta equipa.
Tem a palavra o Amarante. Que terá de vencer o Candal na próxima jornada, para se manter, e ao Varzim, dentro do círculo.
Porque bem no centro do círculo está o Candal, com uma fase final soberba. Bastando-lhe, para o título, vencer o próximo jogo, ou empatando-o, vencer o último.
RESULTADOS
Varzim 1-0 Amarante
Pedrouços 2-1 Ermesinde
Gondomar 0-3 Candal
CLASSIFICAÇÃO
P J V E D GM GS
1.º Candal 9 3 3 0 0 12 2
2.º Varzim 6 3 2 0 1 4 3
3.º Amarante 6 3 2 0 1 5 2
4.º Pedrouços 3 3 1 0 2 4 9
5.º Ermesinde 3 3 1 0 2 2 5
6.º Gondomar 0 3 0 0 3 0 6
Naquele que poderíamos chamar o primeiro jogo do título (os outros serão em nossa opinião os do Amarante com estes dois clubes), o Candal destaca-se de forma categórica vencendo o Varzim (3-1).
O Varzim parecia ter tudo para vencer: grande qualidade táctica e técnica, boa capacidade física, segurança no domínio e na força empregue, a que o Candal se foi opondo com enorme esforço.
E quando, já na segunda parte, a tudo isto o Varzim juntou a potência do remate que deu o golo inaugural, tudo parecia consumado.
Mas a raça e a força mental do Candal logrou chegar ao empate e, a partir daí o Varzim soçobrou e veio ao-de-cima a excelência do ataque do Candal. Com mais 2 golos, excelentes, e uma vitória sensacional.
Sensacional foi também a vitória do Ermesinde (1-0) sobre o Gondomar. Parecendo sempre em desvantagem, perante adversários muito dotados tecnicamente, o Ermesinde jogou sempre nos limites.
E, num jogo que cheirava a empate, esperou a sua oportunidade de golo, que aproveitou, ao contrário do seu opositor, acabado com um final empolgante que justificou plenamente a vitória.
Vindo de uma série pouco competitiva e, tendo tido quase sempre, tal como o Varzim, muitas facilidades, subsistiam algumas dúvidas sobre a capacidade do Ermesinde já na 2.ª jornada. Mas ela apareceu mesmo.
E achamos que aqui, tal como no triunfo do Candal, houve muito mérito do banco, ao contrário do que se viu nos apoios externos dos seus oponentes.
No outro jogo, que foi o primeiro do dia, vitória natural do Amarante (2-1).
Apesar do bom jogo do Pedrouços, em sua casa, corrigindo erros da jornada anterior e actuando com uma enorme dignidade. O que não evitará, no entanto, a ameaça do último lugar.
Confirmando alguns prognósticos, Amarante, Candal e Varzim venceram e adiantam-se na classificação da fase final, de apuramento do campeão.
Mas não se pense que Ermesinde e Gondomar se vão entregar. Não deitarão a toalha ao chão até ao último jogo.
Pedrouços é outsider.
No primeiro jogo, o Pedrouços proporcionou um jogo-treino ao Candal e uma goleada (6-1) que numa fase final se mostra escandalosa. Pior do que isso, o Pedrouços demonstrou total impotência perante o ritmo do adversário.
O Candal dominou totalmente as operações e só precisou de ter um mérito: querer sempre mais (golos).
Seguiu-se o melhor jogo da jornada.
Em que o Amarante venceu (3-0), demonstrando o melhor futebol do dia, com um meio-campo excepcional, individual e colectivamente, onde pontua Diogo, e avançados concretizadores.
Para o Ermesinde, desta vez, não foi suficiente a garra, a energia, a classe colectiva. Fica para a próxima.
Ao contrário do que se previa, o jogo Varzim-Gondomar foi equilibrado, excepto no resultado (2-0).
Foi equilibrado em oportunidades de golo, valendo a diferença varzinista: para igual número de erros defensivos, os avançados do Varzim foram eficazes e os do Gondomar perdulários. Em termos de jogo-jogado, novo equilíbrio: a uma maior capacidade técnica do Varzim correspondeu maior domínio territorial do Gondomar.
O Gondomar perdeu uma oportunidade de oiro, falhando na concretização. A máquina do Varzim não chegou a aquecer, e não quis ou não pode responder na segunda-parte, nem tendo sequer aproveitado o contra-ataque. Parece-nos que não quis. Displicência? Muita, como em épocas anteriores. Controle do jogo? Talvez.
Além do Pedrouços, também o Gondomar estará presente na fase final, mediante repescagem insólita que nada tem a ver com o primeiro caso. Desta forma, haverá 6 equipas saídas das 5 séries que disputaram a primeira fase.
Mas como as jornadas, a uma volta, realizadas nos campos dos clubes apurados, são apenas 5, não haverá jogos em Gondomar e esta equipa jogará sempre fora (quando enfrentar a equipa da casa) ou em campo neutro nos restantes casos.
Mas não importa. O que importa é felicitar a Associação pela brilhante ideia de fazer disputar a fase final em forma de torneio, com os 3 jogos disputados no mesmo campo, permitindo aos amantes de futebol assistir a todos os jogos se assim o entenderem.
Com a enorme vantagem, usando sábados e feriados, de concluir a fase final em 15 dias, libertando os atletas para férias quando o calor começará a apertar.
Teremos oportunidade de apreciar novas características das equipas, numa fase mais dura e exigente, e de rever, designadamente, as seguintes:
– Amarante: o equilíbrio e a segurança;
– Candal: o domínio da zona do penalti (realce de centrais e pontas-de lança);
– Ermesinde: a coesão colectiva;
– Pedrouços: a opção pela profundidade;
– Varzim: a capacidade técnica.
Todos os jogos da primeira jornada (e das outras) serão estimulantes.
Mas parece-nos que o Ermesinde-Amarante possa ser o mais disputado.
Lista dos melhores marcadores, actualizada de acordo com a colaboração dos visitantes do blog:
– 27 golos: Rafael, Ermesinde;
Tiago Monteiro, Varzim A;
- 25 golos: Dany, Folgosa;
Pinto, Amarante;
– 24 golos: Jorge Teixeira, Oliveira do Douro;
Ruben, Ermesinde;
– 22 golos: Manuel Sousa, Varzim A;
– 21 golos; Carlos Diegues, Varzim A;
Miguel Simão, Varzim A;
Pedro, Amarante;
– 20 golos: Gonçalo Ramalho, Folgosa.